quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Frísios.

Você já ouviu falar nos Frísios?

Os frísios ou frisões (frisii em latim) são mencionados pelo historiador romano Tácito em sua obra De Origine et situ Germanorum (c. 98 d.C.). Tratava-se, ao que tudo indica, de um povo de marinheiros - o mar do Norte, da Bretanha até o leste da Dinamarca, chamava-se, à época, "mar Frísio" (em latim, mare frisia). Pequenos grupos de frísios povoaram as terras ao redor do mar e traços da colonização frísia são encontrados na Inglaterra, na Escócia, na Dinamarca, na Alemanha, na Bélgica, na França e nos Países Baixos.


O território dos frísios seguia a costa continental do mar do Norte desde a desembocadura do Reno até a do Ems, que era a sua fronteira oriental, segundo a Geographica de Ptolomeu. Plínio, o Velho, registra na sua Belgica que aquele povo foi conquistado pelo general romano Nero Cláudio Druso em 12 a.C., seguindo-se diversos levantes relatados por Tácito, inclusive o dos batavos. A partir de então, a história dos frísios é obscura até o contato com os reinos merovíngio e carolíngio.


No século V, durante este período de "silêncio histórico", muitos dos frísios juntaram-se à emigração dos anglo-saxões, os quais passaram pelo território frísio para depois invadir a Grã-Bretanha; os que permaneceram no continente expandiram-se para o território recém-desocupado pelos Anglo-Saxões. Por volta do fim do século VI, os frísios ocupavam a costa até a desembocadura do Weser e continuaram a expandir-se no século VII, para Dorestad e até mesmo Bruges. Esta foi a extensão máxima do território frisão, conhecida como a Frísia Magna.
Os frísios converteram-se ao cristianismo por imposição do reino franco. São Wilfrid, São Willibrord e São Bonifácio participaram da evangelização dos frísios.

 
Fim.

Germanos.

Vamos conhecer um pouco do mundo germanico?

Os germanos ou povos germânicos são um grupo histórico de povos falantes de línguas indo-europeias, originários da Europa Setentrional e identificados pelo uso comum das línguas germânicas, que se diversificaram a partir do proto-germânico ou germânico comum durante a Idade do Ferro pré-romana. Os povos falantes de línguas germânicas da Idade do ferro romana e do período de migrações dos povos bárbaros revelam uma cultura material uniforme e crenças religiosas comuns, embora pesquisas recentes contestem a existência de um grupo étnico germânico distinto.

Com respeito às origens étnicas, evidências desenvolvidas por arqueólogos e lingüistas sugerem que um povo ou grupo de povos dividindo uma cultura material comum residia no norte da atual Alemanha e sul da Escandinávia durante o final da Idade do Bronze (1700 a.C. - 600 a.C.). Essa cultura é chamada de Idade do Bronze Nórdica e abrange o sul da Escandinávia e o norte da Alemanha. A longa presença de tribos germânicas no sul da Escandinávia (uma língua indo-européia chegou provavelmente por volta de 2000 a.C.) e é também evidenciada pelo fato de que não tem sido encontrados nomes de lugares pré-germânicos na região.

Os germanos adoravam as forças da natureza (trovão, sol, raio, lua). Entre os principais deuses, encontravam-se: Wothan (Odin), senhor dos mortos, do comércio, da guerra e das tempestades, Thor (Donnar), protetor dos camponeses, cujos braços lançavam raios, e Tiwaz (Tyr), deus que comandava o céu e dirigia as assembléias. A cerimônia religiosa dos germanos era bastante simples. O culto era celebrado no alto de uma montanha sagrada, junto a uma árvore ou uma fonte ou em outros espaços naturais em florestas. Acreditavam na vida depois da morte e diziam que os guerreiros mortos nos campos da batalha eram levados pelas valquírias (deusas da guerra) até uma espécie de paraíso, denominado Walhalla. Diziam, também, que aqueles que morriam de velhice ou por doença estavam destinados ao Hell. As mulheres iriam para o palácio da deusa Freyja depois de mortas. Outro aspecto muito importante da religiosidade germânica eram os cultos relacionados a magia, entre os quais as de origem xamânico-finlandesa, especialmente importantes na Escandinávia da Era Viking.


 Pensamentos: Os germanos eram em geral patriarcais sendo o chefe da família em geral o homem mais velho desta, ou o melhor guerreiro, o que aponta para outra característica germânica, o caráter guerreiro ou belicoso da sociedade onde a guerra era tida como importante aspecto social e que definia o status pessoal do homem.

 Fim.

Godos.

O que realmente se sabe sobre os Godos?

Os godos eram um povo germânico originário, segundo Jordanes, das regiões meridionais da Escandinávia. Nenhuma outra fonte primária menciona esta longa migração, que poderia ter-se iniciado no Báltico ou no Mar Negro e é possível que os godos tenham se desenvolvido como um povo distinto dos demais bárbaros nas fronteiras do Império Romano . Os godos, segundo Jordanes, se distinguiam por usarem escudos redondos e espadas curtas e obedecerem fielmente a seus reis.


Os godos originalmente eram formados por dois povos: os tervingos (povo gótico do qual possivelmente se originou os visigodos) e os grutungos (povo gótico do qual possivelmente se originou os ostrogodos). Alguns povos como os vândalos e os gépidas tinham parentesco com os godos.
A região de origem dos godos era chamada de Götaland (atual Suécia). A partir do século I os godos se instalaram na região do Vístula (atual Polônia) em torno da cultura Wielbark, substituindo a cultura Oksywie que se encontrava na região.

 
O gótico é uma língua germânica arcaica com claras ligações com as línguas da Europa Central e do Norte. É a única língua germânica oriental bem registrada.
De acordo com pelo menos uma teoria, há conexões linguísticas mais próximas entre o gótico e o norueguês antigo que entre o gótico e as línguas germânicas ocidentais. Além disso, havia duas tribos que provavelmente eram relacionadas com os godos e que permaneceram na Escandinávia, os gotlanders e os gautas. Essas tribos foram consideradas como sendo godos por Jordanes.


Fim.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Hérulos.

Quem são os Hérulos?




Os hérulos foram um povo germânico, originários do sul da Escandinávia. Invadiram o Império Romano no século III, provavelmente após ser expulso de sua região de origem.
Segundo alguns historiadores medievais, os hérulos junto com os godos participaram de varias expedições ao longo da costa saqueando o mar Negro e o mar Egeu (260).
São mencionados pela primeira vez em fontes romanas do século III quando em 268 e 269 participaram de uma coalizão bárbara que reunia os pecinos e os carpianos, as pequenas tribos germânicas, mas também os gépidas e sobretudo os godos. Este exército reunido, que contava com mais de 300.000 guerreiros (cifra certamente exagerada por cronistas romanos e gregos), atacou as forças do imperador Claudio II sobre o Danúbio.



Hunos.

Quem será ?


Os mais temidos de todos os povos bárbaros.
Os Hunos eram um povo de raça amarela originários do centro asiático.
São considerados os principais responsáveis pela Queda de Roma, pois empurrou para dentro de Roma as tribos germânicas que quebraram a unidade do Império.
Os hunos viviam como nômades que se dedicavam a atividade pastoril. Moravam em barracas e carroças. No entanto, eles não se limitavam apenas a criação de pasto e cavalos, eram eximinios guerreiros de raro valor. Montados em seus cavalos conseguiam manejar facilmente armas como lanças e arcos.
Os hunos entravam em qualquer guerra que lhes trouxessem grandes recompensas. O saqueamento dos povos conquistados passou a ser a principal atividade economica exercida por eles.




Inicialmente os hunos tentaram dominar o extremo asiático mas, foram freados pela Muralha da China. Com o aumento da população tártara mongol, migraram para oeste asiático até chegarem na Europa Oriental.

Quando chegaram a Europa passaram a disputar as regiões habitadas pelos bárbaros germânicos e eslavos. Acuados os bárbaros do ocidente fugiram para dentro do território romano.

Com a morte do Khan Rugila em 434 a liderança dos Hunos passou a ser disputada pelos seus dois sobrinhos, Bleda e Átila.

Vídeo: 

Para quem quiser a continuação o youtube tem ;)

Filme:
Sign of The Pagan

Título Original: Sign of The Pagan
  Gênero: Drama / Histórico
  Ano de Lançamento: 1954
  Duração: 90 min
  País de Produção: EUA
  Diretor(a): Douglas Sirk


Sinopse:
O Centurião romano, Marciano é capturado por Átila, o Huno a caminho de Constantinopla, mas escapa. Na chegada, ele encontra o imperador bizantino, Teodósio, conspirando com Átila enquanto o último marcha contra Roma. Mas Marciano ganha os favores de Pulquéria, a linda irmã linda de Teodósio, o que favorece um império romano unido. A marcha de Átila avança e as coisas parecem pouco animadoras para as enfraquecidas forças imperiais. Mas, o conquistador teme o poder do Deus dos cristãos.

Fim

Lombardos.

Quem são?

Os lombardos ou longobardos (em latim: langobardi, "os de barba longa") eram um povo germânico originário no Norte da Europa que colonizou o vale do Danúbio e, a partir dali, invadiu a Itália bizantina, em 568, sob a liderança de Alboíno. Lá estabeleceram um Reino Lombardo, posteriormente chamado de Reino Itálico (Regnum Italicum), que durou até 774, quando foi conquistado pelos francos. Sua influência na geografia política italiana fica evidente na denominação regional da Lombardia.
Os lombardos falavam um idioma germânico extinto do qual restam poucas evidências, o lombardo.


A partir da combinação dos testemunhos de Estrabão (20 d.C.) e Tácito (117 d.C.) pode-se inferir que os lombardos viviam nas proximidades da fox do Elba pouco tempo depois do início da Era Cristão, próximo aos caúcos. Segundo Estrabão, habitavam ambas as margens do rio.O arqueólogo alemão Willi Wegewitz definiu diversos sítios funerários da Idade do Ferro na região do baixo Elba como sendolongobárdicos. Estes sítios, que apresentam evidências de cremação dos cadáveres, datavam do século VI a.C. até o III d.C.. As terras do baixo Elba se encontram na região da Cultura de Jastorf, e posteriormente se tornou germânica do Elba, ao contrário das terras situadas entre o Reno, o Weser e o mar do Norte. Descobertas arqueológicas mostraram que os lombardos eram um povo agrário.



Lusitanos.

Quem são os lusitanos afinal?


Os lusitanos constituíram um conjunto de povos ibéricos pré-romanos de origem indo-europeia que habitaram a porção oeste da península Ibérica desde a idade do ferro. Em 29 a.C., na sequência da invasão romana a que resistiram longo tempo, foi criada a província romana da Lusitânia nos seus territórios, correspondentes a grande parte do actual Portugal.



Os lusitanos são considerados, por antropólogos e historiadores, como um povo sem história por não terem deixado registos nativos antes da conquista romana. As informações sobre os lusitanos são-nos transmitidas através dos relatos dos autores gregos e romanos da antiguidade o que por vezes causa diversos problemas ou conflitos na interpretação dos seus textos.
Os antepassados dos lusitanos compunham um mosaico de diferentes tribos que habitaram Portugal desde o Neolítico. Não se sabe ao certo a origem destas tribos celtas, mas é muito provável que fossem oriundas dos Alpes suíços e teriam migrado devido ao clima mais quente na península Ibérica. Miscigenaram-se parcialmente com os invasores celtas, dando origem aos lusitanos.


Línguas

As principais inscrições foram feitas ínguasem território português em Lomas de Moledo e Cabeço das Fráguas; a outra inscrição procede de Arroyo de la Luz (Província de Cáceres,Espanha) no território dos vetões.Como exemplo segue-se a inscrição de Cabeço das Fráguas do século III d.C.:
OILAM TREBOPALA
INDI PORCOM LAEBO
COMMAIAM ICCONA LOIM
INNA OILAM VSSEAM
TREBARVNE INDI TAVROM IFADEM[…]
REVE TRE[…]


Fim